#2012

A pedra do calendário maia que vaticina o fim do mundo marcado para dezembro de 2012 foi interpretada erroneamente, afirma o antropólogo José Luis Romero. “No pouco que podemos apreciá-la, em nenhum de seus lados diz que em 2012 o mundo vai acabar”, enfatizou Romero.

Bem, ainda que a pedra maia tenha perdido o seu respaldo profético, não será por falta de, digamos, evidência apocalíptica, que não há de se supor que sim, o fim está próximo:

Intolerância e ignorância: promovendo 2012 desde muito tempo.

Fator Tarja

Devido a uma ordem judicial movida pelo cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, a edição desta semana da revista Bundas Caras apresenta em sua chamada principal uma tarja preta que evita que o nome de Doda, como o cavaleiro é comumente conhecido, seja mencionado.
A publicação, que julga estar sendo censurada, afirmou que a ordem judicial foi recebida quando a revista já estava na gráfica e não houve tempo hábil de fazer uma mudança adequada. A solução foi cobrir o nome de Doda com tarjas pretas.

Pois bem, censura por censura, aconselhamos a revista Caras a fazer mais bom uso das tarjas:

E olha que essa sugestão não vai gerar incomôdo judicial algum. Ao contrário: de muito bom grado há-de se entender como um serviço de utilidade pública.

#2012

Brasil possui mais ex-BBB’s do que geoquímicos, oceanógrafos, médicos homeopatas e arqueólogos. Na falta de uma explicação coerente e plausível, preferimos chamar isso de afinidades eletivas.

Das brasilidades

Quem precisa de Guitar Hero quando se tem o Berimbau Hero?

Ainda mais quando conta com o financiamento do CNPq e um certo apoio da Fapesb contra, digamos, possíveis recaídas da moléstia de Nabuco.
Para o futuro, planeja-se o lançamento do Pandeiro Hero e as edições especiais de Lundu Hero e Carmem Miranda Hero.

Para jogar Berimbau Hero, clique aqui.

Dicionário ilustrado de expressões idiomáticas

“piada pronta”:

Independente do contexto, pode ser empregada como sinônimo direto de “acabar em pizza” e de “ah, vá, não brinca?!”.

Aforismas

Dois singulares instantes de sabedoria dessa última semana:

“A FaE é a caixa preta da educação”.
“Vejam o moodle como um orkut”.

Meditemos.

Alalaô

A volta dos tradicionais blocos carnavalescos de rua  realmente animou muita gente a encarnar o folião nesse carnaval. Destacamos dois, em especial, cada um por seu peculiar motivo:

O bloco do Eu Detesto, com atenção para a Ala dos Ateus, ala essa que, assim como o bloco, não passa de um conjunto unitário – admiravelmente sincero, mas unitário:

E o bloco da Polícia Militar, vulgo Estraga-Festa, que de tão fiel ao seu Rei Momo, se achou no direito de pular carnaval sozinha:

Algo nos diz que Mamãe, eu quero foi eleita a marchinha do carnaval por tais blocos. Haja serpentina.