Jogo dos sete erros


Naka,  província de Ibaraki: uma rodovia é destruída pelo terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa nordeste do Japão, no dia 11 de março. Apenas seis dias após o terremoto, a rodovia foi reconstruída.

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Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte:  a ponte sobre o Rio das Velhas, na BR-381, é totalmente interditada em função de rachaduras e de um desnível acentuado causado por um afundamento de parte da estrutura de sustentação. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prevê a liberação do tráfego para veículos através de duas pontes metálicas provisórias ainda para a primeira quinzena de maio; as obras de fundação da nova e definitiva ponte podem durar até a primeira quinzena de novembro.

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O que a falta de um terremoto moral não faz. Afinal, cada país tem a placa tectônica que merece.

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Da alteridade

ou “como identificar um Bolsonaro em potencial através de propostas sócio-pedagógicas em sala de aula”:

Eu não sou contra nem a favor, muito pelo contrário (sic), mas que algumas pessoas deveriam morrer para sempre da vida eterna (sic)…

Os limites da intertextualidade

Parece que descobriram aquilo que Kristeva, Barthes et al. mais temiam. Quando todos pensavam que as portas da intertextualidade já estavam todas arrombadas, eis que se evidencia um limite para este tecido perpassado por muitos fios, para este mosaico de citações chamado intertexto: a cara-de-pauzice.

Afinal, é o que se esperava de um grupo musical cujo próprio nome já é um plágio. O lamentável dessa, digamos, apropriação é perceber que, hoje, ao ouvir o nome “parangolé”, as pessoas o associem primeiramente a um grupo de axé do que ao trabalho artístico de Hélio Oiticica.

Dessa vez a crítica não é contra o axé: é contra alienação e falta de espírito crítico mesmo – coisas que o tchubirabiron faz nas pessoas.

FaE e seus aforismas

A Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais tem se mostrado uma excelente produtora de metodologias educacionais que negligenciam a realidade aforismas, sejam eles de teor psico-sócio-didático-pedagógico ou não – não diretamente, claro.

Vamos aos três melhores e mais edificantes aforismas dos últimos dias:

“O Facebook é a extensão do ego”.
“Jesus é o caminho; algumas pessoas são o pedágio”.
“Os hormônios são inimigos da ética”.

Meditemos.

Adendo ao Apocalipse

Em virtude de inúmeras tragédias já ocorridas e, em especial, da aproximação iminente de determinados eventos de proporção catastrófica, sugerimos a revisão escatológica, à luz da exegese, da profecia contida em Apocalipse 6:1-8: ao que tudo indica, ao invés de quatro, são cinco os cavaleiros do Apocalipse.


_____________Entenda a justificativa profética aqui.

O quinto cavaleiro, por sinal, veste um abadá e traz nas mãos um cd do LevaNóiz. Oremos.

(sugestão de um dos nossos, digamos, ombudsman).

Sociologia em crise

Um diálogo rápido e aparentemente descompromissado com o Robô Ed – uma espécie de aplicativo interativo e inicialmente educativo presente no site da CONPET – evidencia qual é a relevância dos tradicionais paradigmas sociológicos atualmente:

Pobre Durkheim… E François Dubet, será que o robô Ed conhece? Afinal, um exemplar fidedigno do que a horizontalidade dos processos de socialização, típica da sociologia da experiência, é capaz de promover deve conhecer, no mínimo, o seu maior teórico.
Caso o robô Ed diga que não conhece Dubet, tenhamos bom ânimo: certamente o Justin Bieber ele conhece.

#euamoosmeusdeputadosradicalmente

Durante uma pauta na Câmara que avaliava o projeto de lei que altera o valor pago ao Paraguai pela energia produzida em Itaipu, o deputado Ronaldo Caiado, ciente de seu papel na esfera política, não pensou duas vezes ao proferir para o presidente daquele Órgão e para os seus colegas deputados este eloqüente pedido:

E se o celular não fosse encontrado? Rolaria um CPI ou vale a máxima de que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão?