Fucking Copa

Enquanto pensávamos até que ponto a realização da copa do mundo iria foder a nossa vida… RÁ! eis que surge a piada pronta:

 

Fucking Copa

 

Nada mais justo do que uma profissional do sexo exigir o seu direito de ser poliglota, embora deveria haver uma campanha de cunho nacionalista defendendo o “vai, painho!” ao invés do “fuck me, daddy”: entre tantas ações governamentais não muito, digamos, eficientes, ao menos essa teria um pano de fundo cultural – sem cheirar a ylang ylang, se é que vocês nos entendem.

Proporcionalmente, esperamos que os professores das redes municipal e estadual de ensino – os quais tomam no c* tanto ou mais do que uma prostituta – também sejam agraciados com as benesses da copa.

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#euamoomeuprefeitoradicalmente

Parece que o fim de ano é o momento propício para os belo-horizontinos serem presenteados com, digamos, uma ou outra surpresa estapafúrdia do prefeito Márcio Lacerda.

Após o erro de ter se candidatado à reeleição – erro que só não supera o equívoco de ter sido reeleito -, muitos se perguntavam o que mais poderia se esperar dele, o prefeito Márcio Lacerda.

 

Daí, em um belo dia, você se depara com isso:

Prefeito 1

 

Depois, com isso:

Prefeito 2

 

E com isso:

Prefeito 3

 

E constata que sim, o prefeito Márcio Lacerda chegou ao seu limite. Porém, anestesiado pelo espírito natalino, o prefeito-bom-velhinho dos belo-horizontinos guardou o melhor para o final, e conseguiu se superar ainda mais promovendo isso:

Prefeito

 

E de amigo oculto, o que os belo-horizontinos poderão dar para o seu ilustre prefeito? Nós sugerimos uma edição de Cartas Chilenas, com dedicatória e tudo mais.

 

Feliz 2013 ao prefeito Márcio Lacerda.

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Quiz

Quem anda por Belo Horizonte e se depara com este humilde – e assaz alaranjado – prédio, localizado nas proximidades da Av. Paraná com a Av. Santos Dumont, deveria supor que nele se encontra:

a) um hotelzinho na esquina da rodoviária

b) um “dentista: orçamento sem compromisso”  

c) um prostíbulo, vulgo lupanar, propício nessa típica zona de meretrício em BH   

d) o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, orgão pertencente à Fundação Municipal de Cultura e à Diretoria do Patrimônio Cultural

Oremos.

#útil

Sabe o que o Dep. Leonardo Quintão cismou de ser nas horas vagas-pagas (como diria João Ricardo) ?

Ombudsman.

http://leonardoquintao.com.br/blog/?p=138

Então tá.


Praia da Estação

Reproduzo uma das cartas abertas escritas por banhistas da Praia da Estação, essa interessante forma de protesto que há quase três meses traz a praia para Belo Horizonte.

BELO HORIZONTE, MARÇO DE 2010 DA CONTAGEM ERRADA

À população de Belo Horizonte;

Era mais um sábado ensolarado na sitiada e proibida Praça da Estação e nós, desobedientes banhistas, tranqüilamente brincávamos de pular as fontes, jogar peteca e desfrutar nossa cidade, quando chegou todos vestido o emissário do prefeitíssimo Márcio Lacerda.

O emissário perguntava o que queríamos e dizia que, em sinal de boa fé, viera nos dizer que aquilo não deveria ser assim, que estavam tentando proteger a Praça do bárbaro e terrível povo depredador que viria para destruir a Praça. O emissário dizia que o prefeito queria que saíssemos da Praia, aprendêssemos a dar nós em gravata e fôssemos para a Comissão por ele decretada para regular a Praça da Estação.

Ora, respondemos, a Praia da Estação, assim como outros eventos autônomos que têm ocupado aquele espaço nos últimos dois meses, é mais uma ação direta de desobediência civil dos belorizontinos, que se sentem agredidos em seus direitos constituicionais mais básicos pelo decreto nº. 13.789. Se “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente” (Artigo 5º – XVI CF 88), como ousa esse prefeito decretar a proibição de todos os “eventos de qualquer natureza”? Não bastasse o absurdo e a inconstitucionalidade da ação do engravatado prefeito, ainda nos agride a forma da ação: nada menos democrático do que decidir por decreto, sem debates, sem discussão.

Ao contrário da prefeitura, acreditamos que a cidade é de todos e que suas praças, parques, escolas, hospitais e ruas devem ser tomadas de volta pelo povo desta cidade, que tem sido expulso de seus espaços públicos através das medidas “higiênicas” da prefeitura, da especulação imobiliária, do transporte público que ao mesmo tempo cobra caro dos usuários e paga mal os funcionários (quem lucra?), de um trânsito caótico que prioriza os carros, de uma política que quer que nossos espaços públicos se tornem corredores, espaços de passagem entre lugares privados.

A Praça é de Tudo e de Todos e convidamos todos a dela se apropriar, a construir aquele espaço de forma democrática e direta.

Não são os desobedientes banhistas-manifestantes da Praça da Estação que devem decidir ou participar de uma comissão que decida os modos de uso da praça. Se a prefeitura quiser realmente um debate, que convoque imediatamente audiências públicas para que a população da cidade possa debater seus espaços públicos.

Quanto à decretada comissão, achamos que só pode se tratar de uma brincadeira da prefeitura querer que acreditemos que uma comissão composta só por secretários do prefeito tenha qualquer legitimidade democrática. E mesmo que aceitássemos vestir uma gravata para participar, o que poderia fazer um representante da sociedade civil contra os 12 burocratas representantes do prefeito? Ora, se a prefeitura realmente quiser debater a Praça da Estação com a sociedade, que faça um chamado à sociedade toda! Que chame as associações de trabalhadores do hiper-centro, como a ASMARE, a Associação das Trabalhadoras do Sexo de BH, a CUFA, as associações de moradores dos bairros vizinhos como Floresta, Santa Tereza, Santa Efigênia, as organizações ligadas aos direitos humanos, como o Instituto Helena Greco, e representantes das organizações que anualmente fazem eventos na Praça da Estação, como os organizadores da Parada LGBT, o Coletivo Família de Rua, os grupos de teatro e os músicos da cidade.

Quanto a nós, banhistas-manifestantes da Praça da Estação, mantemos nosso compromisso de continuar desobedecendo a esse decreto inconstitucional enquanto a prefeitura não aboli-lo. A praça não pode continuar sitiada.

Por isso, quando o engravatado emissário do prefeito nos perguntar novamente o que queremos, responderemos que o que queremos é que ele saia da frente do nosso sol e siga pela sombra, com cuidado.

Por fim, gostaríamos de convidar ao prefeito Márcio Lacerda e à comissão por ele decretada que venham à Praia da Estação aos sábados, ou aos bate-papos sobre a Praça da Estação que acontecem toda quinta-feira, às 19h. Mas que, por favor, venham sem as gravatas e tragam filtro solar.

Apoiam esta carta alguns banhistas, poetas, músicos, bicicleteiros e outros inquietos ocupadores da Praça e da cidade.

Abraços,

Omar Motta.

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Que a onda não morra na praia.