Crime e castigo

Não é de se estranhar por que tantos dogmas – para não se dizer toda a moral católica apostólica romana – estão sustentados pela noção de culpa. O pecado como infração moral/espiritual deve imputar ao indivíduo tamanho remorso e auto-punição que o constrangimento causado pela culpa o oriente à confissão e a remissão dos erros. O resultado acaba sendo ou uma subserviência a Deus mais por medo do que por alvedrio,

ou um trauma irreversível por toda a vida.

Acho que já passou da hora de se convocar um Concílio Vaticano III. Eis a prova cabal do que as atuais diretrizes do catecismo estão fazendo com as crianças: promovendo crises existenciais que só deveriam aparecer na puberdade.

Sugestão da nossa leitora Manu, um desses espíritos-livres nietzscheanos libertos desse dialética maniqueísta católica.

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