Exegese Financeira

Muito se tem comentado – e não é de hoje – do enriquecimento ilícito charlatanismo má fé aconselhamento teológico sobre o dízimo e as ofertas nas igrejas evangélicas. Seja por meio da vassoura ungida, da fronha abençoada, da pulserinha de Jeová Jiré, da água do rio Jordão ou, em uma proposta que difere desses novos tipos de indulgência, vulgarmente chamada de “fé materializada”, na campanha para atingir um milhão de reais de almas, todos os que desconhecem os verdadeiros princípios bíblicos sobre a lei da semeadura e da colheita  insistem em dizer que tudo isso não passa de oportunismo. E dos grandes.

 

No entanto, para desespero dos anti-IURD, dos antivaldomirosantos e dos antimikemurdock, existe uma lógica nas Sagradas Escrituras, digna de um silogismo vieiriano, que sustenta toda essa lavagem de dinheiro exploração puta falta de sacanagem cristã prática dizimista. Acompanhemos:

Exegese 1

 

Sabendo que o céu é o lugar dos tesouros, o bom Jesus nos aconselha:

Exegese 2

 

Logo, se o céu é o lugar dos tesouros, e prioritariamente o primeiro a ser buscado, como de fato é a Nova Jerusalém e o  que devemos desejar do Reino de Deus que nos é prometido?

Exegese 3

 

Entenderam? Não há nada mais cristão do que enriquecer aqui e antecipar o Reino de Deus na terra. Fazendo o câmbio divino, é só trocar o correspondente em jaspe, safira, calcedônia e esmeralda por grandes fazendas, aviões particulares, carros luxuosos e/ou templos megalomaníacos (ainda que, por enquanto, só os pastores usufruam disso – afinal, o leite e o mel de Canaã não são para todo mundo).

 

Taí uma verdade bíblica inquestionável, quase tão válida quanto a profecia do dá ou desce.

Palavra da salvação.

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