Do Egito que não existe em nós

Egito: há mais de uma semana, manifestantes exigem a saída do presidente Hosni Mubarack. Seguindo os exemplos dos tunisianos, os egípcios se queixam do desemprego, da corrupção e do autoritarismo, reflexos da presença de Mubarack no poder por trinta anos. A série de levantes, até então concentrada no Egito, se espalhou por todo o norte da África e Arábia Saudita, sendo então já considerada como uma revolução árabe.

Brasil: com 70 votos – dos 81 possíveis – José Sarney é reeleito presidente do Senado pela quarta vez. Por um lapso de memória, todos se esqueceram de quem foi o epicentro dos escândalos dos atos secretos, noticiados em 2009. A mobilização social acerca desse fato político é expressivamente nula.

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