Quando a pátria dança conga

A cantora Gretchen, em recente viagem à Europa, resolveu ilustrar os seus bons momentos no Velho Mundo por meio da seguinte legenda:

gretchenpolemica

“Da minha janela eu vejo a beleza da Europa, e você continua vendo o morro da sua favela…”

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Mal sabemos por onde começar a nossa análise, mas temos certeza absoluta de que é em uma hora dessas que ensaios como “Da nacionalidade da literatura brasileira”, “Instinto de nacionalidade” e “Nacional por subtração” ainda têm lá a sua valia.

Não que o amadorismo nacionalista de “Canção do Exílio” já não tenha sido superado, longe disso: mais fácil é perceber que “Conga! Conga! Conga!” pode ser um dúbio estado de espírito muito mais nocivo do que ser “morro da sua favela”.

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Não é falta de bom senso: é falta de desrecalque localista mesmo.

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Agora resta a dúvida: quem se sentiu mais, digamos, ofendido pelo comentário da Gretchen: Santiago Nunes Ribeiro? Machado de Assis?  Roberto Schwarz? Antonio Candido? Carlos Galhardo?

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